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  • Camila Perlingeiro

Uma conversa com Ray Tavares

Autora de livros como Confidências de uma ex-popular e Os 12 signos de Valentina, Ray Tavares fala um pouco sobre o mercado editorial e sua carreira como escritora.


O Wattpad e a autopublicação foram um caminho natural?

Eu comecei escrevendo para sites especializados de fanfics; acho que era o Wattpad que tínhamos na época, em 2006/2007. Só alguns anos depois eu entraria para o Wattpad, quando já tinha histórias originais, como "Hacker". Acho que esse é sempre o caminho natural para escritores que não sabem como entrar no mercado editorial, ou que ainda não tiveram uma chance. O mais curioso é que, de uns anos para cá, alguns optaram por não entrar no mercado editorial e permanecer na autopublicação, por ser mais lucrativo e vantajoso em determinados casos. Acho que o que antes era apenas um meio para chegar em determinado lugar agora se tornou o destino final de muitos escritores maravilhosos.


Você acha que existe resistência do mercado em relação a quem publica de maneira independente?

Antes eu achava que sim. Agora, eu entendo que o nosso mercado editorial é pequeno e nichado, e que não dá para absorver todos os talentos maravilhosos que temos. Acho que por isso mesmo que a autopublicação se tornou algo tão imprescindível e maravilhoso: antes, se você não conseguia uma chance, ficava preso eternamente naquele sonho, esperando pela publicação tradicional. Agora não! Agora você pode publicar no Wattpad e ter milhões de acessos, publicar na Amazon e ganhar dinheiro, fazer um financiamento coletivo e ter o seu projeto viabilizado e nas mãos de quem acredita no seu trabalho, ou tudo isso ao mesmo tempo! São inúmeras as maneiras de realizar o sonho de se tornar escritor, e todas são válidas.


Quando você começou a escrever?

Eu sempre amei ler; me recordo como leitora desde criança, engolindo os gibis da Turma da Mônica um atrás do outro. Como escritora, porém, comecei apenas aos 13 anos, quando me apaixonei perdidamente pela banda McFLY e descobri o maravilhoso mundo das fanfics. A minha primeira fanfic se chamava "Gossip boys" e contava a história dos meninos da banda como donos de um blog de fofoca que infernizava o colégio. Depois do primeiro capítulo publicado, foi um caminho sem volta!


Você começou a escrever roteiro nos últimos anos. Podemos esperar no futuro uma Ray mais escritora, ou mais roteirista?

Essa pergunta é difícil! Escrever livros é o grande amor da minha vida, sempre foi e sempre será, mas o roteiro chegou como uma nova paixão em 2018 e eu estou bastante empolgada, aprendendo uma nova profissão que eu não fazia ideia que gostaria tanto! Eu amo escrever livros, nunca vou deixar de escrevê-los, mas escrever roteiros demanda de mim toda uma nova gama de técnicas e habilidades que eu estou amando desenvolver. Enfim... Acho que a tendência agora que estou um pouco mais estabilizada na literatura é me arriscar no audiovisual. O plano na verdade é conciliar os dois, vamos ver se eu dou conta!



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